GESTÃO INTEGRADA DE MÍDIAS
PARTICIPAÇÕES EM FÓRUNS
FÓRUM "Debate: Possíveis encaminhamentos do Projeto"
Escolhi aleatoriamente cinco projetos dos colegas para ler. Todos com temas bem diferentes um do outro, por coincidência.
“O Brasil nas Olimpíadas 2008” do colega Claudio Wegner: o tema me interessa, e acho que os alunos também se divertem e aprendem muito com esse tipo de trabalho. Muito boa a idéia de socializar o conhecimento no final do projeto, deixando os trabalhos na Biblioteca da Escola.
O projeto “Não custa nada” da colega Carla Rosana Scwingel: vem muito ao encontro do que pensei realizar no meu. Pelo menos a idéia é a mesma “Cada um fazendo a sua parte na construção de um mundo melhor”, com ações simples, ao alcance de nossa mão. A idéia da criação de frases e divulgação na rádio da escola merece destaque.
Na minha opinião a “Horta Escolar” do colega José Guilherme Oberdörfer: conseguiu aliar o uso das TIC’s num projeto bem prático. Adorei o tema e os objetivos pretendidos com ele. Valoriza o alimento saudável e natural, num mundo tão artificial, de alimentos industrializados; o prazer de consumir alimentos que são fruto do esforço; e também quando contempla o acompanhamento da plantinha desde a germinação até o consumo, desenvolvendo a responsabilidade e capacidade de planejamento. A idéia do seminário no final avaliando as dificuldades encontradas também é muito produtiva.
“Conhecer a cidade a partir dos bairros” da colega Roseli V. Ferraz dos Santos traz a realidade dos bairros. O uso do Webquest EscolaBR e do MovieMaker, me chamou atenção. Gosto dessas ferramentas. São interessantes e penso que os alunos também irão gostar de conhecer. Trabalhar a idéia de se ver como parte de um todo através do estudo dos bairros, me agradou, assim como a forma encontrada pela colega, incluindo as Associações de Bairro, por exemplo.
O projeto com o tema “Meio Ambiente” da colega Andréa Camozzato também tem um diferencial. Apesar do tema ser bastante trabalhado, comentado, etc. ela deu um toque especial colocando como tarefa a apresentação de seminários. Esse fato tornou o projeto mais dinâmico, desenvolve a habilidade de expor idéias e a fala em público. Muito interessante. A visita ao Jardim Botânico de Porto Alegre, também colabora para tornar tudo mais divertido. Também achei bem interessante o fato de ensinar a utilizar o PowerPoint, mas deixar livre a criatividade para usar o recurso que preferir. Bem democrática.
Adorei todos os projetos! Estão todos de parabéns.
Comentário do Tutor
Olá Stella
Todos os projetos estão ótimos, não hà um que não esteja bem elaborado. A turma toda é composta de excelentes Educadores.
Incluido a sua análise e o seu projeto.
Abraço,
Everson
FÓRUM "Estratégias articuladoras da dimensão"
Lendo os textos e colocações das colegas de curso, penso que ainda temos alguns obstáculos para vencer até que as TIC’s sejam realmente usadas e aproveitadas na Escola de hoje. Vieira cita que o uso da tecnologia gera vários benefícios no trabalho com o aluno, mas que este só se concretiza quando o professor domina os conceitos e as práticas relacionadas com a tecnologia e aplica no cotidiano de sala de aula. Dominar os conceitos e as práticas relacionadas com a tecnologia? Estamos a caminho... Se bem que domínio no sentido da palavra, é difícil não só na área da tecnologia, pois sempre há algo novo para aprender.
Como comenta Moran, o computador começou a ser utilizado antes na secretaria do que na sala de aula. Hoje em dia a Secretaria das escolas precisa se render à tecnologia, por força das circunstâncias. Os boletins, o censo escolar e tantas outras tarefas administrativas são realizados “on line”, ou enviadas por e-mail, desde a comunicação com os setores da CRE. Esse processo já caminha a mais tempo e forçou a procura dos setores por capacitação.
Na sala de aula, concordo com a colocação da professora Maria Elizabeth no vídeo da TV Escola. O fio da meada não está na tecnologia em si e não se deve sair por aí tentando encaixar a tecnologia em toda e qualquer atividade. Deve-se focar o objetivo. Mas a tecnologia está aí por todo lado e não se deve temer. A colega Denise trouxe uma citação muito interessante e que muito me agradou: “duas coisas devem andar juntas em nossa maneira de entender a Educação e o seu reencantamento: a melhoria pedagógica e o compromisso social”. Reencantamento... Essa é a palavra que chamou minha atenção nessa citação. É o que temos que tentar fazer com nossos alunos, professores, pais, funcionários, e todos envolvidos com Educação.
O NTE de Santa Cruz do Sul abrange uma região de 18 municípios, com 126 escolas. Cerca de 45% possuem Laboratório de Informática.
“O número total de micros em escolas é 1.026, sendo que destes 573 encontram-se instalados em LIEs e 453 em setores como secretaria, recursos humanos, administração e outros. Certamente, ainda há muito que melhorar quanto ao número de equipamentos e a consciência de seu uso pedagógico.” (ROSSAROLA, Lenir. Integração das TICs no contexto escolar: ênfase à formação continuada. Pg. 22)
Em média, o NTE capacita 175 professores por ano, mesmo com o número reduzido de recursos humanos. Seguindo nosso Projeto Político Pedagógico, enviamos a todas as escolas de nossa abrangência um questionário para saber das necessidades quanto à capacitação, mas nem metade retornou. Estamos tentando, à medida do possível, contemplar os que retornaram. Na impossibilidade de realizar um outro curso, em algumas escolas estamos fazendo palestras no encontro de formação dos professores para incentivar o gosto pela tecnologia em sala de aula e tentar encantar o corpo docente na procura nessa área. No momento, como já citei em outras oportunidades, a prioridade é a formação no ambiente Linux. Temos um curso em andamento de 40h e a previsão de mais um de 100h, somando mais de 150 inscrições. Mas percebemos, nesse e em outros cursos, que o receio ao uso direto com os alunos da tecnologia ainda é grande. Concordo com a colega Janaina que diz que “o importante a ser ressaltado é a vontade de fazer, estar aberto a construir novos meios de trabalho, e ‘lutar’ para que estes recursos estejam disponíveis na escola”. E isso temos encontrado em várias escolas, pessoas com vontade de aprender. Ainda bem, né? Afinal estamos falando de professores. Assim como a colega Roseli, em muitas escolas sabemos que o professor não pode simplesmente pegar a chave do laboratório e ir trabalhar com os alunos. Isso realmente seria maravilhoso, e essa idéia de autonomia nesse departamento não é de hoje. Mas isso acontece nas escolas não só por falta de recursos humanos. Muitas escolas não têm a tecnologia como prioridade. Muitas vezes as direções ainda estão muito fixadas no valor monetário do Laboratório. Não digo que não se deva levar isso em consideração, afinal há um grande investimento ali. Mas não acho que isso deva ser um entrave no uso das tecnologias, pois elas são apoio pedagógico. E o pedagógico é o coração da escola. Entendo que diante da situação financeira das escolas, exista esse medo. A verba ainda é pouca pra tanta coisa a fazer, mas não devemos esquecer que se o recurso está disponível deve ser utilizado sim. Nessa visão de investimento($), ninguém investe tanto para ficar fechado. Precisamos mesmo mudar essa realidade. Cursos como este ajuda e muito nesse processo todo. O curso é muito bom, e a cada atividade realizada, a cada leitura do fórum, com a troca de idéias que aqui se faz, tenho me sentido mais segura. Muito feliz fiquei em saber que na próxima oferta, nossa região terá mais participantes. Entrei com mais oito colegas e agora serão 25. Quase triplicou... Isso me enche de esperança, principalmente quando escuto de professores como uma que dia desses passou por lá para fazer sua pré-inscrição dizendo: “Se eu não sei, aprendo. Não tenho medo”.
Comentário do Tutor
Oi Stella
Primeiramente gostaria de lhe parabenizar pela sua postagem exemplar, está bem detalhada e com um ótimo embasamento bibliográfico. Tal qual o esperado para que tenhamos um bom desenvolvimento das discussões.
Inicia sua fala levantando uma questão que tanto cabe ao uso das TICs quanto ao nosso próprio Curso. O que estou tratando é justamente da questão do 'domínio' das práticas relacionadas ao uso das tecnologias. Pois mostrou-se evidente que a dificuldade existe tanto no acesso às tecnologias quanto ao fato de que muitos professores tem como um obstáculo o próprio uso e manuseio do computador. Impedindo assim o acesso a grande parte das informações para o seu desenvolvimento e aprimoramento Educacional.
Sua contextualização com o NTE de Santa Cruz do Sul mostra uma preocupação deveras valiosa para uma Professora que quer o desenvolvimento da Educação de sua região. A discussão com suas colegas Janaina e Roseli é sem dúvida o centro da questão de como podemos por em prática o conhecimento que estamos construindo.
E, por final, cabe resaltar como frase de motivação para todos nós que ao depararmo-nos com um obstáculo pensamos em desistir: “Se eu não sei, aprendo. Não tenho medo”.
Um grande abraço,
Everson
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