MÍDIA IMPRESSA
PARTICIPAÇÕES EM FÓRUNS
FÓRUM "A importância do livro"
Ainda lembro do dia da minha formatura da 1ª série. Que alegria ganhar meu primeiro livrinho! Ser capaz de decifrar placas e escritos pelas ruas onde andava. Isso até tem uma história engraçada: aprendi muito cedo que nem tudo que está escrito são palavras bonitas (hehe). Lia tudo que via e em voz alta, normal de criança que está aprendendo. O livro para mim é um companheiro, um amigo. Desde que surgiu a Internet, ouço essa história de que o livro está com seus dias contados. Adoro a Internet, mas para ler sou mais o método antigo. Gosto de escolher o livro, ver a capa, passear pelas estantes de uma biblioteca, abrir o livro, observar o tipo de papel usado na impressão, a fonte, etc. Também adoro ambiente de biblioteca, até trabalhei em uma. Até já li e-books, mas em casos mais específicos. Já uma leitura mais efêmera, como jornais, revistas, ou textos curtos, prefiro virtual mesmo. Acho que já deu pra ver que o livro pra mim não perdeu sua importância. Toda a pessoa alfabetizada (e para isso tem projetos mil em andamento) pode ter acesso a eles e com isso a várias informações. Apesar da Internet, hoje em dia, já ter crescido bastante, ainda não alcança todas as camadas sociais. O livro, ao meu ver, ainda continua sendo um meio de democratização do saber e não depende de energia elétrica, telefone, bateria, etc. para que a gente tenha acesso e conheça o que se passa na vida.
Comentários dos colegas
Oi, colega. Muito legal o seu comentário. Como é bom recordar de nossas primeiras leituras da infância. Eu também adoro a internet, mas a leitura do livro me encanta mais, prova disso é que estou fazendo o Fórum de Educação, Literatura e Língua Portuguesa em Rio Pardo e nosso passeio no intervalo foi pelas estantes da Feira do Livro, tanta "coisa" linda, os infnatis então não se fala, cada "magia"... Abraços. Adriana
Meus comentários nos fóruns dos colegas
Oi, Adriana. Nunca fui na Feira de Rio Pardo. Adoro a Feira de POA e algumas vezes entro em bibliotecas só para "desfilar" pelas estantes e manusear os livros. Parece uma necessidade... Sei lá. Realmente os livros infantis estão bem mais atrativos que na minha época (hehe). Percebi que a Feira de Santa Cruz estava bem voltada ao público infantil. Não achou? Bj
Oi, Roseli. Legal esse teu comentário de que tua irmã mais velha foi tua grande incentivadora na leitura. Também acho que a forma mais eficaz de educação é através do exemplo. Parabéns pra ela. O resultado foi bom, pelo que conheço de ti, tem um lado crítico bem aguçado e facilidade em expressar idéias. Típico de alguém que teve livros como companhia. Bj
FÓRUM "A escrita e a leitura no hipertexto"
Penso que o hipertexto é mais um meio para auxiliar, complementar e dinamizar as aulas tradicionais. As escolas devem utilizar essa ferramenta a seu favor como tantas outras que aqui vimos. Tudo que vem para somar deve ser recebido com carinho. Achei interessante o texto que comenta a leitura falada, pois além de poder ser aplicada na alfabetização, ainda pode contemplar os deficientes visuais. Áudio-livros já são uma realidade e possibilitam que deficientes visuais tenham acesso a vários tipos de literatura. A questão das várias formas de se ler um mesmo texto também me chamou atenção. É uma atividade interessante, principalmente num país como o nosso com vários dialetos, até mesmo dentro de nosso estado. Como já comentamos desde o início do curso, a Internet chegou e mudou várias coisas na nossa vida. Além da forma de ler, mudou também nossa forma de escrever. A partir da disseminação dos comunicadores instantâneos e sites de relacionamentos, surgiu um tipo de “dialeto”, uma nova forma de linguagem. Resisti na utilização das tais abreviaturas, pois para mim muitas vezes pareciam “ferir os olhos”. Acabei por me render a algumas delas por praticidade e rapidez na comunicação, como o “vc”, “tbm”, “td” “q” e outros. Como outros colegas comentaram aqui, também concordo que em alguns aspectos a tecnologia deixou nossos alunos um pouco “preguiçosos”. Na escrita, por exemplo, quando sabem que o editor de texto tem um corretor e digitam os textos de qualquer forma e corrigem automaticamente sem saber o porquê foi aplicada determinada regra do português. Como comentei em outra oportunidade trabalhei em uma biblioteca escolar. Observei que nos casos de pesquisas em que tinham que utilizar um livro, a facilidade dos sites de pesquisa tornava difícil o raciocínio na hora de procurar por determinado assunto nas estantes da biblioteca real. Às vezes me parecia que eles queriam que saísse das prateleiras um teclado com uma barra de pesquisa para que pudessem digitar o assunto e o livro saltasse dali na página certa e muitos chegavam a procurar um livro com o mesmo título que a professora tinha dado. Não tinham paciência para procurar os livros e muitas vezes não sabiam nem em que área o assunto se enquadrava. E quando utilizavam a pesquisa digital, muitos abriam o primeiro link que aparecia, selecionavam, copiavam e colavam. Plágio puro, mas até isso a Internet alterou, o conceito de plágio (hehe), muitos chamam essa “colcha de retalhos” de monografia. Fazer o quê? Achei muito relevante o comentário da colega em relação à facilidade que o hipertexto nos permite no acesso às notas de rodapé e referências bibliográficas. Concordo plenamente. Confesso que notas de rodapé de livros físicos consulto quando se refere ao significado de algumas palavras. Quando eles fazem referências a obras complementares até fico curiosa, mas não saio à procura. Mais uma questão interessante sobre o hipertexto é a alteração e alternação nas funções do leitor e autor, um colaborando com o outro. Interessante também a denominação de “subversivo”... Realmente a liberdade que o leitor tem em traçar seu próprio caminho fugindo da forma linear da leitura tradicional permite que se vá construindo o conhecimento na ordem do seu interesse. Sobre os filmes sugeridos, assisti “O nome da Rosa” vi há muito tempo e adorei, mas o enredo pra lá de complicado de “O livro de cabeceira” me deixou intrigada.
Comentário do Tutor
Olá Georgia
Muito boa sua análise!
O hipertexto é sim uma ótima forma de aprimoramento das tão críticadas "aulas tradicionais". Interessante sua colocação sobre o comportamento dos alunos na atividade de pesquisa escolar!
Penso que uma possível alternativa para evitarmos o "copiar e colar" da 'rede' é buscarmos trabalhar com os alunos o exercício de análise e dissertação de textos pequenos sobre determinado assunto, em que a compreensão do tema proposto deve ser apresentada com "as próprias palávras".
Assim como é feito neste Curso na ferramenta 'Portifólio' e no 'Diário de Bordo', ou seja, é o exercício de argumentação dissertativa baseada em textos pré-determinados.
O impressionante é que nossas crianças fazem perguntas incansavelmente até o ponto de mandá-las para a Escola, neste momento são obrigadas a parar com as perguntas e devem passar a responder os questionamentos feitos por nós professores!!!
Acredito que o plágio só será superado quando for trabalhado já no Ensino Básico a produção de conhecimento apartir da capacidade da argumentação.
Quando os alunos são estimulados ao debate de temas e a confrontação de idéias.
Estimulados a organizar seus próprios argumentos na busca por defendê-los apartir de pontos de vista distintos, fomentando a autonomia e a capacidade de reflexão e questionamento.
Nossos alunos devem buscar uma visão própria sobre os temas geradores propostos pela Estrutura Curricular Escolar, na busca por ouvir e entender o ponto de vista alheio, sem necessariamente acatar e dar razão à idéia sugerida ou até mesmo que com isso lhe seja 'castrada' a possibilidade de divergência.
Neste sentido o Hipertexto é ótimo por poder nos transformar em "subversivos", ou seja, é "a liberdade que o leitor tem em traçar seu próprio caminho fugindo da forma linear da leitura tradicional". (Geogia Do Amaral)
Um grande abraço!
Everson
FÓRUM "Utilizando o livro didático"
Não concordo com a afirmação de Bizzo. Parece que toda culpa recai sobre o livro didático, tirando a responsabilidade do sistema, dos educadores, dos alunos, dos pais... "Tadinho" do livro didático. =) Se tivesse mesmo todo esse poder, as coisas seriam diferentes e mais simples de se resolverem. Não uso livro didático, pois não atuo em sala de aula. Mas se atuasse, nada me impediria de usar. Como aluna, utilizei bastante e não me trouxe nenhum prejuízo. Não acho que o livro deve ser usado “de fio a pavio” como comenta em um dos textos. Penso que a aula ficaria muito chata e o professor estaria assinando um atestado de falta de criatividade. Concordo com a idéia de um dos textos que li que diz que “é tarefa dos professores complementar, adaptar, dar maior sentido aos bons livros recomendados pelo MEC” e mais “o professor deve estar preparado não só para selecionar os livros de uma “lista” organizada por “especialistas”, como também para saber lidar com os erros presentes nos livros ao alcance de seus alunos”. Até penso que entendo quando Bizzo diz que alguns educadores recomendam a retirada do livro. Assim, os acomodados que ficam grudados no livro teriam que se abrir às mudanças, mas quem não quer mudar não muda. Não seria isso que influenciaria, mesmo que com alguns até possa dar resultado. Pesquisei alguns trabalhos e vi que muitos expressam preocupação com a escolha do livro. Com questões como, por exemplo, representações de todas as regiões, expressas de diversas formas (textos, gravuras, opiniões, pesquisas). Isso sim, penso ser bem relevante. Vejo aí duas questões: a primeira é a necessidade de se ver representado para se sentir parte e a outra é a de ter contato com a diversidade cultural que nosso país tem para não ficar alienado. Achar o meio termo é complicado... Mas não tenho conhecimento para indicar uma solução. Deixo para os especialistas da área.=)
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