TV E VÍDEO
PARTICIPAÇÕES EM FÓRUNS
FÓRUM "Educação Audiovisual e Currículo"
Refletindo sobre o tema proposto, e depois de ler alguns escritos dos colegas, busquei na lembrança minhas experiências com audiovisual. Não foram muitas. Como comentei no Básico utilizei pouco e na época de estudante, foram poucas as vezes que o professor utilizou. Mas acredito no poder do audiovisual pelo tipo de linguagem que utiliza. Muito do meu conhecimento sobre a utilização de audiovisuais aprendi por conta, em troca de idéias ou buscando de curiosa na Internet. Curiosidade é uma característica minha, ainda mais nesse meio. Gosto tanto e acredito na utilização dessa mídia em sala de aula que no módulo anterior realizei um projeto que virou um mini curso e depois foi convertido em oficina onde os professores aprenderam a buscar vídeos para uso pedagógico na Internet e também a utilizar aplicativos como o Windows Movie Maker e outros. Ainda quero melhorar o projeto e produzir vídeos com movimento e voz, pois na época não tinha o recurso para tal. Melhor que usar a mídia disponível, é criar a própria mídia. Sobre a TV especificamente é válido lembrar que quando Chateaubriand resolveu investir nessa tecnologia, foi tachado como louco e comentaram que nunca uma pessoa ia deixar de comprar uma geladeira pra comprar um aparelho de televisão. Os visionários geralmente recebem o rótulo de loucos. Hoje as pessoas podem não ter geladeira, mas a TV tem espaço reservado na sala. Satisfeito com a programação existente na TV parece que não há muitos. Existe até movimentos em prol da Mídia Livre (http://www.arede.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1544&Itemid=1). O título da matéria da revista A Rede é bem sugestivo: “Odeia a mídia? Torne-se mídia”. Como educadores e alunos desse curso é nossa função incentivar a vontade e a criatividade de produzir, além da crítica sobre as produções que se apresentam. Para mim, o curso já deu idéias. Espero que venha muito mais. O que vemos aí é uma mídia tendenciosa e sensacionalista. Um dia quem sabe isso mude. Alguém escreveu que sonhar não custa nada, e isso até deu samba... =)
Comentários
Olá Stella
Saliento em sua fala a forma diferente e singular com que o recurso audiovisual trabalha. É uma linguagem que, pricipalmente, desperta o educando por meio do recurso visual. Fazendo com que imagens e sons tornem o assunto estudado bem mais atrativo.
Quanto ao seu projeto, tive a aportunidade de conhecer o seu desenvolvimento no ciclo Básico e, realmente, em virtude de sua qualidade e embasamento pode e deve se tornar algo com uma abrangência muito maior. Podendo culminar até com o desenvolvimento da monografia na defesa desta especialização.
Seu relato sobre a TV está excepcional, o visionário Chateaubriand realmente prenunciou o impacto desta tecnologia na sociedade brasileira. Claro que não imaginou a sua forma de utilização negativa, assim como Santos Dummond e tantos outros precursores que com suas idéias revolucionárias estiveram à frente de sua época.
Quanto ao rótulo de loucos, por vezes, também assim somos rotulados quando tentamos provocar a reflexão crítica de toda essa realidade dada que se conforma em seguir o senso comum e o comodismo preestabelecido.
Obs: o link com a matéria é bem interessante e vale a pena conferir!
Um grande abraço,
Tutor Everson
Oi colega. Teus pensamentos foram colocados de uma forma que me incentivou a colocar alguma coisa sobre a tua reflexão. Gostei da citação "Odeia a mídia?" "Torne-se mídia". Isto nos mostra que está na hora de dizer, através da mesma linguagem deles, que precisamos mudar a programação. Incentivar os alunos a criarem e divulgar trabalhos em mídia deve ser a nova ordem na escola. Orientado por um educador, acredito que podemos realizar pequenos vídeos e tentar mudar a mentalidade dos alunos e fazê-los assistir a uma programação mais seletiva, onde possa haver um crescimento cultural e social. Para o ano de 2009 estou negociando na escola um horário para desenvolver meu projeto cinema na escola onde no final do ano pretendo realizar com eles uma produção com qualidade criada pelos próprios alunos. Vamos passar a exigir da televisão mídias tendenciosas e sensacionalistas voltada a educação e ao crescimento pessoal de quem assiste. um abraço. Noé.
Certamente os recursos audiovisuais têm (ou deveriam ter) um papel importante no processo ensino e aprendizagem. Entretanto, assim como para a utilização de qualquer outro recurso, é necessário o preparo, do aluno e, principalmente, do professor, que precisa realmente saber o quê, para quê, como e, principalmente, por que está lançando mão de este ou aquele recurso para trabalhar com seus alunos. Pela observação que faço em meu cotidiano infelizmente não é isso o que acontece na maioria dos casos. Outro fator a ser analisado é a questão da não disponibilidade desses recursos nas escolas, principalmente as públicas. Parece-me que falta investimento nesse aspecto, pelo menos nas escolas das quais conheço a realidade. Diante desses e de outros fatores, resta-nos nos esforçarmos cada vez mais para que possamos mudar essa realidade. Mariza.
Primeiramente, destaco que falo pelas escolas que conheço. Mas em alguns casos com certeza falta investimento, talvez seja um problema relacionado à gestão dos recursos financeiros. Muitas vezes existem outras prioridades para a aplicação do dinheiro. Também na maioria dos casos, os recursos audiovisuais resumem-se à tv, aparelho de CD. São muito raras as escolas que dispõe, por exemplo, de datashow, filmadora, máquina fotográfica. Mariza.
Olá Mariza
Concordo plenamente que o fator essencial para que os recursos audiovisuais possam contribuir de forma pedagógica na busca pelo conhecimento é a qualificação e a formação adequada dos educadores. Entretanto, a realidade de muitas instituições de ensino ainda é deficitária no que diz respeito aos recursos audiovisuais, para que assim se possa desenvolver um trabalho mais aprimorado. A prioridade ainda é em muitos casos (por incrível que pareça), a infra-estrutura ou o conjunto das instalações necessárias às atividades básicas dos educandos e educadores.
Nestes casos, como tu bem salintaste, os recursos audiovisuais são limitados. Aspecto que acaba exigindo ainda mais da equipe educacional planejamento e criatividade.
Um grande abraço,
Everson
Concordo, entretanto, o custo deste tipo de material está cada vez mais barato. Algumas ONGS como o Greempeace oferecem documentários muito bons, sobre o meio ambiente ao preço de $ 5,00, a Petrobras, cadastra escolas para o envio de curtas metragens pedagógicos gratuítos. Há uma grande facilidade de baixar documentários e filmes da web, de forma legal. Penso que não podemos esperar somente que os governos nos fornecam tudo, temos de nos "mexer" um pouco.
Abraço
Luiz, concordo contigo em relação ao que falaste, principalmente em relação ao "temos que no mexer", tanto que conseguimos adquirir na escola a mesa de som para a rádio escola. Mas eu mencionei o datashow, a filmadora e a máquina fotográfica quando entrei nessa discussão.
Olá, colega, concordo plenamente com você, as escolas públicas estão esquecidas neste sentido, pois os recursos audiovisuais tem um papel muito importante no contexto de uma escola.
Meus comentários nos fóruns dos colegas
Olá, Solange. Muito importante a tua colocação sobre preparar e orientar os alunos antes da utilização do audivisual. Também acho que uma pequena introdução para explicar onde se deseja chegar com tal recurso é muito válida e é característica do papel de orientação do professor para que a iniciativa não se perca.
Cléa
Realmente, concordo com vocês. É de meu conhecimento que em algumas escolas a idéia do uso do vídeo está associada a uma forma distrair a turma e preencher "janelas" entre períodos. Lamento esse tipo de pensamento, mas sei que acontece.
Oi, Adri!
Seja bem-vinda! São as "gurias de Santa Cruz" juntas novamente... =)
A interdisciplinariedade na utilização dos vídeos é bem rica e pouco aplicada infelizmente.
Oi, Leda
Pois é, nem tudo a gente recebe na graduação... Muita coisa temos que buscar por nossa conta. O que me deixa mais tranquila é que já percebo uma preocupação tanto em buscar quanto em "formar" (resisto um pouco em utilizar essa palavra), pois esse curso no qual somos alunas está sendo oferecido pela terceira vez.
Oi, Elis e Ro.
Pois é, estamos todos no mesmo barco. Com certeza vamos aprender muito. Penso que a gente está em constante aprendizado e esse e outras oportunidades de cursos que surgirem só virão acrescentar.
Olá, Everson
Condiz com a minha também... E, como tu, também sinto por estes recursos seram tão pouco trabalhados. Acho que o fato de ser estudado numa pós-graduação até vem colaborar, pois assim podemos dedicar mais tempo ao assunto que por vezes na graduação é superficial.
Oi, Nilzo
Bah, fiquei curiosa pra saber qual a tua escola, mas vi que tu não preencheu teu perfil ainda... Também adoro vídeos e trabalho com o Movie Maker numa oficina que oferecemos no NTE. Tenho a felicidade de conhecer o tal "brilho nos olhos" dos alunos que tu bem descreveu. Continue incentivando.
Olá, Noé
A TV trouxe muita coisa pra nossa sociedade realmente. Tanto boas quanto ruins, mas há um provérbio que diz: "Onde há vontade, há um caminho". O nosso caminho é ajudar na seleção e na critíca do que se vai assistir, no estímulo à criatividade e criação de mídias por nossos alunos. Abraço e feliz retorno também.
Olá, Carla! Somos colegas duas vezes: aqui no Mídias e em NTEs. Concordo plenamente com tua colocação. É papel do professor chamar à reflexão dos fatos. Nem tudo que aparece na TV é verdade, assim como na Internet. Também penso que o curso de Mídias abre muitas possibilidades através das atividades propostas. Abraço.
Oi.. Tive o prazer de trabalhar contigo (Roseli) e ver o quanto tu é dedicada no teu aperfeiçoamento profissional. E empenhada também. Sempre buscando mais. Também gostaria de ver mais colegas em cursos como esse. Parabéns!
Olá, Everson
Realmente, os adolescentes de hoje são "multimídias" e é evidente o grande choque entre a realidade que vivem e o modelo de aula que ainda é aplicado. Acessam e-mails; baixam vídeos; enviam mensagens por celulares, mensageiros instantâneos; interagirem em comunidades virtuais; ouvem música no tocador de MP3, isso tudo geralmente ao mesmo tempo. Como depois de todos esses atrativos vamos querer que entrem em um sala de aula e gostem de uma aula que utiliza com recurso "saliva e giz" (como diria um amigo meu)? A realidade está aí, saltando aos nossos olhos. É urgente a necessidade de mudança.
Olá, Verônica
Adorei o "pensando, refletindo e experimentando". É bem isso mesmo, experimentando e mudando. Como diria Raul, somos uma "metamorfose ambulante". Abraço.
Oi, Roseli
Lembro dessa questão dos danos causados na sala de vídeo. Isso vem da idéia de que filme em aula é como cinema. Os alunos acham que devem apagar as luzes e fazer lanche. Temos que lutar e mudar essa situação, mas através da educação. A proibição é uma medida radical, talvez necessário no momento, mas enquanto não se utiliza, as atitudes não mudam...
Adriana
Concordo contigo, é impressionante a resistência à mudança. O diferente assusta.
Olá, Nilzo
Estou descobrindo que nossas realidades são que nem mãe, só mudam de endereço. A lista de justificativas é quase um "copiar e colar". Muito interessante o que tu ressaltou sobre além de produzir, publicar. Isso incentiva muito o aluno. Quem não gosta de ver seu trabalho sendo admirado?
Olá,Cléa
Muito bom o teu relato. Gostaria de ter sido tua aluna... A área de História é bem favorecida pela quantidade de vídeos em diversos temas. Também penso que conhecimento sem aplicação acaba por se perder. Não desista. Parabéns.
Olá, Carla
Também achei as colocações da Verônica muito importantes. Colaboram muito pro enriquecimento da reflexão.Concordo contigo também que a resistência de diversos colegas é uma barreira. Paulo Freire disse: "Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino". Diante disso, não posso deixar de pensar: o que faz um professor que deveria ter como característica principal a curiosidade pelo que é novo ter tanta resistência? O que se perdeu no caminho? Abraço.
Olá, Leda
Parabéns pela iniciativa, consciência e coragem em buscar atualização. A necessidade de atualização nos dias de hoje se faz presente. Ainda bem que tu tem uma visão otimista sobre a realidade. Abraço.
Olá, Luiz.
Muito interessante tua colocação sobre os documentários e curtas. Utiliza-se o recurso, sem ser cansativo e deixa tempo para a discussão. Muito bom, colega.
Olá, colega! Rsrsrsrsrsrsrs... Se não conhece a realidade, poderia achar que é mentira. Sinto te informar, mas não é só na tua escola... =), mas desconfio que disso tu já saiba. Concordo com tua colocação de que "Ampliar o debate, discutir o positivo, o ético, o correto é a nossa tarefa enquanto educadores". Abraço
Nossa, Cléa! Tú está com todo gás, menina. Nem aguentou esperar abrir o fórum da segunda atividade! (hehe) Concordo com a Adriana que a palavra é "envolvimento". Quando um não quer, dois não fazem e num projeto interdisciplinar é importantíssimo que o trabalho de discussão seja conjunto.
Oi, Meickel
Licenciatura em Computação? Curso interessante. Realmente o computador veio pra revolucionar e não poderia ser diferente no mundo pedagógico. É ótimo que se pense em cursos que possibilitem um melhor aproveitamento dessa ferramenta maravilhosa. A construção do conhecimento e a produção e troca de idéias devem ser bastante estimuladas pelo professor. Vi que tu não preencheu teu perfil. Compartilha um pouco da tua história com teus colegas...
Oi, Angela!
Pois é... Incrível como mudar de mero espectador para produtor desperta um "olho clínico" pra certas coisas. Todo o processo de criação, seja com vídeos ou outro recurso, é muito interessante. Mais ainda quando a gente percebe essa mudança de postura. Abraço.
Oi, Marlene
Parabéns pela tua postura em utilizar os recursos de forma adequada. Quanto ao fato de que devem ser melhor aproveitados, também concordo que parece concenso entre a turma. O debate está muito bom. Abraço.
Olá, Cazuza. Também acho importante a parceria com os pais, pois muitos desses conceitos de que o vídeo não é aula os alunos trazem de casa. Esclarecendo os pais, seria uma forma de colaborar para mudar a situação. Abraço.
Olá, Adri. Se depender da tua vontade, então está tudo certo (hehe). O desabafo sobre não conseguir ler na tela do computador, acho que é comum de muitos... Mesmo acessando direto, livros, apostilas, etc. na Internet, ainda me vejo bastante apegada ao papel também. Gosto de levar o livro comigo... Pode ser que quando eu consiga comprar meu "note", esse apego se resolva... hehehehehe
Também vejo que os cursos de uma maneira geral estão sendo repensados para essa nova realidade. Ainda bem, né? Os problemas que tu citou não são novidades mesmo, e é muito triste ver a situação que a educação se encontra. Parabéns pelo empenho. Precisamos de mais "Adrianas" na nossa categoria. Bj.
Olá, Carla. Alfabetização? Bah... Sai todo tipo de pergunta mesmo. As crianças não têm "papas na língua" e por vezes nos surpreendem com seus questionamentos e mais ainda com suas respostas... (hehe). Abraço.
Pois é Carla... Gostaria de saber que tipo de frustração tão grande teve essa pessoa pra desistir assim de um dos prazeres da vida que a capacidade aprender sempre. Acho lamentável ouvir isso de qualquer pessoa que seja, mas de um educador... Nem sei... Pra mim a pessoa que diz que já não quer e não precisa aprender mais nada, já morreu e não sabe. Perdeu o gosto pela vida. Será que fui dramática demais? (hehe)
Oi, Mariza. Concordo que os recursos audivisuais colaboram bastante para o processo de ensino e aprendizagem e também com a colocação de que é necessário um preparo tanto para o aluno, quanto para o professor. Mas sobre tua observação: "...não disponibilidade desses recursos nas escolas [..] . Parece-me que falta investimento nesse aspecto...", poderia esclarecer? Abraço.
Ah, sim. Vejo que temos realidades diferentes. Na região onde trabalho, todas as escolas tem aparelho de TV, DVD... Chegando a ter algumas que têm uma TV para cada sala. Algumas até investiram em equipamentos pra montar uma rádio na escola. Datashow, filmadora e máquina fotográfica digital também são recursos que há investimento. Vejo uma preocupação em adquirir, mas às vezes falta quem saiba "tirar proveito" do recurso. Abraço.
Oi, Adri. Alguns dos gestores da nossa CRE já estão pensando assim também. Esse ano, nós do NTE, fomos chamadas em algumas escolas da região para palestrar sobre tecnologia na educação e realizar algumas oficinas para os professores, utilizando justamente esse tempo das reuniões nas escolas. Foi muito produtivo. Tanto que, os frutos gerados em uma delas culminou no envio do nosso projeto pro MEC e foi escolhido um dos Casos de Sucesso da Região Sul no Seminário Proinfo/TV Escola. Os resultados foram tão felizes que temos planos de realizar outras em 2009. Abraço.
Oi, Adri.
Obrigada. Pra que o NTE vá até a tua escola, é só a equipe diretiva mostrar interesse e ligar pra agendar dizendo qual o tema de interesse, se oficina ou palestra, etc. Bj. Ah, e eu também adoraria... hehehe
Olá, Everson
Obrigada!!!!
Nós tentamos fazer um bom trabalho divulgando as mídias não só nos cursos que o NTE oferece, mas indo até as escolas. Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé... Gostaríamos que mais escolas demonstrassem interesse por esse tipo de atividade.
Abraço.
FÓRUM "Pedagogia de Projetos"
Após ler o material de apoio, assistir ao vídeo e ler as mensagens dos colegas no fórum, não tenho muito como fugir da repetição. Também, como muitos, achei o vídeo super compacto, e de uma clareza impressionante. O texto do vídeo foi tão direto que chega a causar certa inveja em alguém, como eu, que tem uma certa dificuldade em se expressar, pois sempre acho que ficou margem pra interpretações dúbias e acabo me estendendo demais. Penso que esse fato seja fruto do planejamento da equipe que produziu o vídeo. Fico imaginando por quantos “cortes” passou o vídeo até atingir esse grau de eficiência.
Sobre projetos, apesar de óbvio, gostei da denominação do “vir a ser”. É simples e direta como o vídeo. É algo que a gente planeja para o futuro e inerente ao ser humano. Só que o futuro é tão incerto... Quantas vezes planejamos coisas, criamos expectativas e as coisas não saem como pensávamos e nos frustramos. Na vida é assim, na pedagogia penso que possamos reduzir esse fato envolvendo mais pessoas no planejamento. Onde muitos agem em prol do mesmo objetivo, há mais chance de sucesso. A colega Denise lembrou sobre a sensação de “incompletude” e comentou a dificuldade de prever os acontecimentos. Compartilho desse sentimento também, mas no próprio texto do material de apoio encontro palavras que me consolam. Em algum parágrafo, há a dica de que projetos requerem abertura e flexibilidade para que possamos realizar os ajustes necessários durante a caminhada. E também comenta que a primeira delas é a mudança de paradigma, deixando que os próprios alunos desenvolvam o projeto. E ainda, o texto tranqüiliza quando diz que não há ponto final e sim abertura para novos projetos. E o melhor é que essas dicas todas não se encaixam exclusivamente em projetos de pedagogia... São ensinamentos pra vida.
Como trabalho num NTE, todos os cursos e oficinas são planejados e procuramos levar em consideração a necessidade de nossos alunos que no caso são os próprios professores. Durante o curso, muitas vezes o projeto vai se ajustando, pois quando planejamos pensamos em um determinado público e por vezes a realidade é outra. E por ser um Núcleo de Tecnologia a integração das mídias está sempre presente.
Comentários
Olá Stella
Sobre a singularidade e pontualidade do vídeo, tu colocaste muito bem, é de uma clareza e objetividade impressionante.
Também compartilho da mesma opinião quando afirma que o texto do material de apoio só vem a complementar e organizar nossas idéias ao afirmar a exigência que os projetos necessitam na forma de abertura e flexibilidade.
Assim como enfatiza a mudança de paradigma no momento em que nós educadores deixemos que os próprios alunos desenvolvam o projeto.
E que este movimento é justamento o primeiro passo para a abertura de novos projetos que serão desenvolvidos cada vez mais aprimorados e melhor elaborados.
Abraço,
Everson
Meus comentários nos fóruns dos colegas
Oi, Mariza
Muito interessante essa tua rotina de planejamento e fiquei curiosa para conhecer a Rádio. Que bom que os alunos se interessam por essas atividades, pois é difícil a colaboração em horário extra-classe. E que bom que a escola incentiva esse tipo de projeto. Todos só têm a ganhar. Parabéns!
Oi, Denise
Pois é... Que curioso isso, né? Porque será que o envolvimento de alguns colegas é tão difícil? Isso é uma das tantas questões que me intrigam... Tu levanta a questão da falta de comprometimento com a educação. Vejo isso em muitos casos também, comportamento que me entristece muito vindo de um professor. Continua no teu caminho! Se cada um pensasse assim, em fazer a sua parte e manter a consciência tranquila, com certeza nossa realidade seria outra.
Abraço...
Oi, Nilzo
Mas vocês estão uns estrategistas de mão cheia, hein? Se está dando certo, continua. Em time que está ganhando não se mexe. Espero que tu consiga contagiar muitos mais. Boa sorte!
Oi, Adri
Realmente com as máquinas fotográficas atuais ficou bem fácil criar um vídeo, mas ainda encontramos muitos colegas com dificuldades no manuseio desses recursos. Como tu mesma disse o caminho muitas vezes é observar e tentar, tentar até conseguir. O velho método da tentativa e erro funciona bem. Se precisar de ajuda pra "chegar mais longe" posso ajudar. Quem sabe até se houver mais colegas na tua escola interessados em aprender como fazer um vídeo podemos (NTE) ir até a tua escola realizar uma oficina de vídeos numa daquelas formações que tu comentou. Pensa no assunto... Abraço.
PS: Ah, compartilho contigo dessa empolgação. Também acho que escrevo, escrevo... e ao vivo, falo, falo... E o que era pra ser um comentário vira quase um "artigo" ou um "discurso" (pelo menos num pequeno grupo onde consigo vencer minha timidez) hehehe. Não muda não... Eu, pelo menos, gosto.
Oi de novo...
Observo que geralmente ficamos restritos a um ou dois parceiros de trabalho mesmo. Afinidade para essas questões percebo que é uma coisa bem rara. Não são todos que estão dispostos. A parte da cobrança por um trabalho diferenciado e a falta de apoio para tal, infelizmente também é recorrente e uma dificuldade ainda muito difícil transpor.
Oi, Everson
Pois é, são palavras de encher a boca mesmo. Poderiam ser usadas até como "trava língua"... Aparecem em muitos projetos e discursos, mas muitas vezes a realidade é bem diferente.
Oi, Denise
Adorei essa parte da INCOMPLETUDE também. Penso que seja normal essa mudança no roteiro e como o texto no material de apoio bem coloca: a participação em projetos requer abertura e também flexibilidade. A vida é assim também, nem sempre conseguimos tudo, da forma e na hora que queremos. Se for pra enriquecer nosso modo de ver as coisas, tudo é válido, tudo é aprendizado. Quanto ao teu comentário sobre ser desorganizada, vários artistas criavam em ambientes totalmente desorganizados. Não quero com isso incentivar que tu continue desorganizada, mas geralmente pessoas assim desenvolvem um lado muito criativo e têm "jogo de cintura" em situações inesperadas. E vejo isso em ti, e penso ser uma característica muito boa.
Forte abraço.
Oi, Cíndia
Muito interessante essa associação das artes como forma de socialização dos resultados dos projetos. Como aluna adorava essa metodologia, pois como era tímida, o fato de ter que "encarnar" uma personagem ajudava a me mostrar mais para os colegas. Já pensaram na produção de um filme? Aqui na região sei de escolas que desenvolveram e o resultado foi muito bom. Abraço.
Oi, Verônica
Uau, foi uma chuva de idéias mesmo! Muito interessante tuas colocações. Gostei principalmente do último parágrafo. Abraço e votos de mais "chuvas".
Oi
"Os resultados nem sempre foram os sonhados e desejados". Normal, é a história da "incompletude" que a Denise fez referência em outra mensagem. Não abandone nada... Vocês já desenvolveram vários trabalhos pelo que vejo, mesmo com dificuldades. Boa sorte!
Oi, Nilzo
Valorização da vida? Tema interessante. Legal ver todo esse empenho nos teus colegas. Pelos comentários que li até aqui, pode te considerar um privilegiado por ter colegas com esse grau de comprometimento. Lamento não ter conseguido ver a Mostra de Vídeos da tua escola. Em outra oportunidade me esforçarei para ir, mas vai ter que me indicar como chegar até a escola, pois só fui uma vez a Cachoeira. Abraço.
Oi, Fátima
Nossa, adorei esse projeto de jardinagem. Mexer com a terra é tudo de bom. Deve ter sido muito interessante e divertido. Interessante também essa abordagem do consumismo e desperdício em relação ao cuidado com o meio ambiente. Bom trabalho. Abraço.
Verdade Nilzo... Que belo vídeo surgiria. Que dica, hein? Também gostaria de ver os resultados...
Oi, Rosane
Que interessante esse trabalho de filosofia. Realmente quando o interesse parte do aluno o empenho é outro. Bom trabalho. Abraço.
Oi, Luiz Carlos
Essa "quebra" no trabalho a que tu fez referência realmente é um dificultador. Esse tipo de projeto necessita de tempo para desenvolvimento. A solução seria realmente o trabalho conjunto com outros colegas, mas é impressionante a resistência. Abraço.
Oi, Elis
Também estou achando muito interessante acompanhar os fóruns. Está me possibilidando novas idéias e essa "colcha de retalhos" têm colaborado muito para meu aprendizado. Adoro "ouvir" outras experiências. Destaco tua frase final "deve prevalecer a vontade dos verdadeiros profissionais da educação e não daqueles, que fazem da escola um passatempo". Abraço.
Oi, Jussara
Também acredito que o curso venha a colaborar no suporte para o nosso trabalho. Só de ler as mensagens dos colegas no fórum a gente já aprende um monte. Bom curso. Abraço.
Oi, Adri
É verdade, muitas vezes a gente quer chegar à realização antes de ter o caminho. Peco nisso, pois sou ansiosa.
Sobre o projeto com a Lene e a tua turma, tive o prazer de ver o resultado. Ficou muito bom. O trabalho ficou criativo e acho que deve ter sido divertido o processo de criação. Conta aí, acertei? Abraço.
Oi, Janete
Concordo com a necessidade de trabalhar questões como hábitos, atitudes e valores. Estamos bastante carentes nessas questões. Desejo sucesso no teu projeto. Abraço.
Olá, Eleane
Que bom saber de retornos como o teu. Um projeto envolvendo todas as séries, com integração de mídias, onde houve valorização e participação, além de exaltar a cultura afro que é tão presente no nosso País. Um caso de sucesso, sem dúvida! Parabéns, só têm que repetir mesmo! Abraço.
FÓRUM "Projeto Interdisciplinaridade"
Olá, pessoal!
No texto, Eduardo Chaves, mostra o conhecimento como um todo. O indivíduo também é um todo. Como o autor comenta, “raramente um problema se encaixa unicamente dentro dos limites de uma só disciplina” e eu concordo com o exposto no texto, pois vejo tudo interligado. Hoje em dia há tantos estudos e esforços na idéia de ver o homem como um ser holístico, não entendo porque ainda na escola há tanta reserva. Justo de onde, a meu ver, deveria surgir essa visão, não só em discursos, mas na prática. Os pontos que considero relevantes para o desenvolvimento de projetos interdisciplinares são os mesmos que vários colegas já citaram: sair da acomodação, abertura para mudanças, diálogo, tempo para planejamento, além de o professor aceitar o papel de mediador e deixar os alunos construírem seu conhecimento. Uma vez sugeri um tema e fiz um esboço de um projeto interdisciplinar em que se utilizava um vídeo como provocador, pois adoro trabalhar com vídeos. Apresentei a três professores (Por quê três? Tentei a famosa “melhor de três” =)). O primeiro riu e me disse que eu estava fora da realidade, pois interdisciplinaridade não existia e não tinha apoio nem da direção, nem entre os colegas para tal. O segundo, disse que se eu quisesse fazer o trabalho, disponibilizava a turma pra mim, ou seja, saltou fora. O terceiro elogiou a idéia, mostrou até certo interesse, mas não passou disso. Desiludida, engavetei minha idéia e nem sei dizer em que área de conhecimento. Pode até ser que eu esteja fora da realidade, às vezes viajo mesmo, mas ainda acho possível e produtivo esse tipo de trabalho. Talvez eu seja uma idealista, mas ainda sonho com uma “Escola da Ponte” adaptada à nossa realidade.
“Tarefa do educador: ajudar os discípulos a construir suas caixas de ferramentas e suas caixas de brinquedos... Pergunto se as escolas fazem isso. Talvez seja necessário ver, pensar e inventar - uma escola diferente... Esse é o meu sonho!” (ALVES, Rubens. 05/11/2000.)
Comentários
Oi Stella
A possibilidade de buscarmos elementos de interligação das diferentes disciplinas é infinita, a forma como trabalhar esses conhecimentos é que se torna complexa se um planejamento mais detalhado não for feito. Não podemos imaginar, e isso enquanto educadores já sabemos, que a interdisciplinariedade é tarefa fácil. Entretanto, os desafios fazem parte de nosso cotidiano e, somos cientes de que a interdisciplinariedade é um dos grandes!
Quanto ao seu projeto; não desista, logo encontrará os educadores bem mais esclarecidos e com o ímpeto de fazer acontecer um modelo educacional diferente deste que está em voga, antiquado e com os seus resultados limitados.
Abraço,
Everson
Meus comentários nos fóruns dos colegas
Oi,
Muito interessante a citação da Ivani Fazenda: Disciplinas dialogam quando as pessoas se dispõem a isto...
O diálogo realmente é primoridial, tanto entre as pessoas, como das pessoas com o ambiente. Enfim tudo está interligado, mas é preciso querer.
Oi, Luiz Carlos
Gostei da analogia com gavetas. Teu comentário está muito bom. As problemáticas citadas na implementação de projetos interdisciplinares são bem relevantes. Bom curso.
Olá, Gláucia
Muito boa tua colocação de que uma disciplina depende da outra para melhor compreensão. Também concordo que se isso fosse aplicado poderia despertar o interesse, e facilitar a assimilação de certos assuntos sem grandes traumas como por exemplo na disciplina de matemática que tantos dizem ter reservas. Bom curso.
Oi, Roseli
Teu comentário é quase um desabafo. A dificuldade em reunir os professores para discutir projetos parece ser uma reclamação geral. Parabéns pela sinceridade. Só pessoas realmente conscientes chegam a esse nível de auto-crítica. Torço pelo teu sucesso. Continua tentando e tudo vai se ajeitar. Bj.
Oi, Adri
Realmente pouco importa o termo utilizado e sim a união das disciplinas. A questão é a união das idéias mesmo que diferentes. E isso só é possível com diálogo. A reinvindicação de mais espaço nas reuniões pedagógicas para esse tipo de debate parece cada vez mais presente e necessária. Parabéns. Bom findi pra ti também. Bj.
Oi, Janete
Parabéns pelo comentário. Não podemos "tapar o sol com peneira". Como tu bem disse "as mudanças estão aí e a passos largos". Quando será que conseguiremos a abertura e os outros itens que tu citou para que possamos iniciar um trabalho nesse campo? Aguardo por esse desfeixo. Bom curso.
Oi, Nilzo
Ótimo o teu comentário! Realmente depois de quase 30 anos a situação não mudar é porque algo está errado. Ninguém diante das adversidades da vida busca informações no arquivo de português ou matemática, ou seja lá a área de conhecimento. A escola ainda parece muito distante da vida real. Muito importante também o teu comentário sobre o ENEM e os vestibulares. Parabéns! Abraço.
Oi, Arlei
Muito boas as tuas conclusões. Destaco duas partes do teu texto que me chamaram atenção: "trabalhar com projetos, sem dúvida exigirá mudanças na postura do educador" e "o educador, que assumir esse tipo de trabalho já tem em mente uma modificação no sistema de educação". A primeira vejo como um grande entrave não só no trabalho com projetos ou na interdisciplinaridade, mas em várias questões na educação. A segunda é a realidade de alguém que já assimilou a idéia e deu abertura para se aventurar. Bom trabalho. Abraço.
FÓRUM "Interdisciplinaridade"
Após ler os textos sobre o tema considerei algumas questões relevantes. Algumas partes do texto como: o termo “pluridisciplinar”, o fato de ser importante a “confrontação de olhares plurais” para alcançar uma perspectiva holística da realidade são algumas que achei interessantes. Também penso que quanto mais “olhares” sobre um mesmo assunto, quanto mais diversidade de opiniões, mais enriquecido será nosso conceito sobre, mas não concordo com a utilização desse recurso só nos “fenômenos complexos”, pois se pode lançar esse olhar plural em várias situações. Um dos textos trata a interdisciplinaridade como uma “nova metodologia que consiste basicamente no trabalho coletivo” e ainda diz que a interdisciplinaridade restabelece um diálogo entre as ciências, embora não resgate a unidade do saber. O que me parece uma confissão do arrependimento da fragmentação do conhecimento, onde a interdisciplinaridade é utilizada como paliativo para tal, e tenho minhas reservas quanto a ser nova, mas sem dúvida é um trabalho coletivo e por isso exige muito empenho e harmonia entre os envolvidos. Nos princípios citados como base para os projetos educacionais interdisciplinares fica clara a preocupação em destacar que o conhecimento é uma totalidade, mas o indivíduo é singular, pois cada um aprende de acordo com seu tempo e com o significado que dá ao conteúdo do ensino e do quanto de envolvimento há nesse processo. A idéia do “ensino-aprendizagem centrado numa visão de que aprendemos ao longo de toda a vida”, acho interessante destacar também, porque me lembra de novo aquela sensação de incompletude que já comentamos em outros fóruns. Nessa metodologia também há grande destaque para a pesquisa, o que acho muito bom. Todos esses pontos colocam, mais uma vez, o professor como mediador e incentivador do processo, e dá ao aluno mais autonomia na construção do conhecimento. Pra que surta um bom efeito, esse tipo de metodologia pede bastante interação e envolvimentos das partes, pois se como diz Piaget “é o sujeito que aprende através de suas próprias ações sobre os objetos do mundo. É ele, enquanto sujeito autônomo, que constrói suas próprias categorias de pensamento”. Diante disso, pede também responsabilidade e uma nova postura diante do processo de aprendizagem. Por fim, tem um texto que destaca justamente isso, que a interdisciplinaridade não tem um significado único, possui várias interpretações, mas que em todas implica uma nova postura e uma mudança de atitude, portanto é mais profunda que outras metodologias similares. Esse trabalho de forma cooperativa exige muito, tanto do professor quanto do aluno, se fazendo necessário um grande empenho de ambos. Vários são os desafios: tempo, cooperação, mudança de paradigmas, mas o maior deles, segundo Ivani Fazenda, é a formação do professor. E como ela, compartilho da mesma dúvida: "Quem educa o educador para a totalidade, para ter um olhar mais sensível?". Arrisco-me a tentar uma resposta: muito dessa educação penso que deva partir do interesse do próprio professor. Já que enquanto sujeitos autônomos nós construímos nosso próprio conhecimento, isso deve se aplicar ao educador também, e não esperar que tudo venha de fora. Mas claro que se colocarmos essa questão sobre “olhares plurais”, com certeza teremos soluções mais ricas. ; )
Comentários
Oi, Stella..
Também tenho alguns questionamentos, assim como você relata em seu comentário sobre os termos pluridisciplinar, interdisciplinaridade, multidisciplinar, enfim, são vários termos que norteam o ato de educar, porém não me apego muito a nomeações, sou mais como você: de defender a idéia de que temos de ter diferentes olhares para diferentes situações do aprender e do ensinar, exigindo criticidade, criatividade, cooperação, mediação, investigação... poderia ficar citando horas e horas termos qualificativos e quantitativos para a educação, e ai concordo, plenamente, com a defesa de que se faz e se dá a aprendizagem a partir da atitude, da mudança, do empenho, da ação e da união destes diferentes olhares que compõem a interdisciplinaridade, a qual não tem sentido isolado... e sim o significado de: construção.... construção que parte do próprio professor de "estudar", construir, inovar...e não esperar que as coisas venham "prontas"... Abraços, Adri.
As Gurias de Stª Cruz são ótimas!!!
Parabéns Stella e Adriana pela discussão, pela ótima fundamentação teórica, compreensão e seriedade com que abordam os temas.
Abraço,
Everson
Oi Stella
Sabe que eu também gostei do termo "holístico".Ele nos faz sentir a interdisciplinaridade como uma forma de ver o mundo como um todo e não por partes, não como por disciplinas.
Trabalharmos de forma holística significa além de procurar interconexões entre as diversas disciplinas,conforme Ivani Fazenda, serve para "dar visibilidade e movimento ao talento escondido que existe em cada um de nós".
Significa também que temos que contextualizar as ações e os interesses dos nossos alunos e nossas também.Globalizar,pois somos parte de uma rede de relações onde cada um deve ter autonomia para ampliar o seu saber, o seu conhecimento, seja de mundo ou simplesmente de sua vida,mas sem esquecer que somos parte dessa teia e que temos que promover mudanças de atitudes nos envolvidos, especialmente em nós.
Quanto aquela referência sobre "incompletude" do ciclo anterior,também sinto em relação aos projetos. É a palavra mais adequada, mais real para eles e para nós, pois normalmente começamos de uma maneira e nem sempre conseguimos fazer como planejávamos e nem sempre terminamos como gostaríamos. E aí fica essa sensação de que no próximo será diferente e até melhor e conforme a citação de que a interdisciplinaridade é uma forma holística de estudar onde a valorização é centrada no que é construído e a cada projeto interdisciplinar que fazemos construímos a idéia de um futuro possível e..." permite o desenvolvimento do sujeito como um todo, de acordo com suas condições, possibilidades e entendimento”. (Gusdorf, 1970, pag. 34-35). Denise.
Oi Denise
Realmente a escola tradicional nos força a ver o mundo em recortes, sem que hajam conexões visíveis ou interligações entre os saberes.
Gostei do texto de apoio quando afirma que "as disciplinas escolares resultam de recortes e seleções arbitrários" que não buscam ou visualizam a possibilidade de se compreender o mundo constituido em uma base única que é a própria racionalidade humana e suas significações.
Abraço,
Everson
Meus comentários nos fóruns dos colegas
Oi, Paulo. Que aluno aplicado... Véspera de ano novo, à noite, postando atividade no fórum... hehehe. Também acho uma ótima abordagem. Gostei do termo "frutos epistêmicos" =).
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